Com salários de servidores da saúde atrasados, prefeitura de Canindé de São Francisco suspende adicional de insalubridade durante pandemia

Foto: Arquivo do Site Jornal do Sertão 

Após o decreto de nº 040/2020, datado no dia 08 de abril de 2020, onde o prefeito da cidade de Canindé de São Francisco, Sergipe, Ednaldo Vieira Barros, exonerou todos os ocupantes dos cargos em comissão e contratos, dizendo ser medidas administrativas para a contenção de gastos durante o período de até 180 dias, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do ofício 005/2020, suspendeu o pagamento de adicionais de insalubridades para os servidores que não estão no efetivo exercício da profissão, por fazerem parte do grupo de risco de contágio do COVID-19.






Funcionários do Hospital Municipal Haydeê de Carvalho Leite Santos informaram a nossa equipe de reportagem que estão há um mês sem receberem seus salários e que muitos ainda não receberam o décimo terceiro.

Ainda segundo os funcionários, faltam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) na unidade. “Estamos trabalhando em Canindé de São Francisco jogados às traças”, disse uma funcionária em entrevista a uma rádio local.

Ainda durante a entrevista, a funcionária informou que as máscaras só estão sendo distribuídas para médicos e enfermeiros na unidade hospitalar e que durante essa pandemia, a direção do hospital fez uma escala com os profissionais para fazer a classificação de riscos e foi impedida pela secretária Elke Riany Paiva Marinho, que solicitou a retirada.

Um Projeto de Lei proposta pelo deputado Heitor Freire (PSL-CE), nº 830/20, garante adicional de insalubridade para profissionais de serviços essenciais ao combate à epidemia em casos de calamidade pública. O Projeto ainda está em tramitação.


Por Damião Feitosa do Jornal do Sertão
Jornalista DRT 5839/BA



Google Plus

1 comentários: