Baronesas voltam a causar prejuízos no Balneário Prainha em Paulo Afonso, Bahia

Foto: Tiago Santos

As plantas aquáticas popularmente conhecidas como Aguapés, Baronesas, Jacinto-d'água, Rainha-dos-lagos entre outros, retornaram, e estão causando prejuízos e transtornos a população de Paulo Afonso, que fica localizada na região norte da Bahia no Vale do são Francisco.

Comerciantes, banhistas, e proprietários de quiosques no balneário prainha continuam sendo prejudicados com as enormes quantidades de baronesas, que mesmo com a barreira de contenção, elas continuam descendo até a Orla.

Apesar dos esforços do município, em implantar uma barreira de contenção, visando impedir o avanço das plantas aquáticas ate a orla, as baronesas estão avançando e causando prejuízos aos comerciantes locais, que por sua vez estão sendo obrigados a destinarem seus funcionários para a realização de retirada dessas plantas aquáticas.

Uma das preocupações está em torno da barreira de contenção, pois corre o risco da mesma ser rompida pela força e quantidade das plantas que se aglomeram no entorno do dique lago PA 4.

Mesmo o alerta já sendo acionado, até o fechamento desta matéria, o município ainda não havia se pronunciado, causando indignação e prejuízos para os turistas e quiosqueiros.

Com essa omissão, dos setores responsáveis pela manutenção e limpeza do balneário, os comerciantes sentem-se abandonados pelos órgãos responsáveis.

‘’É degradante a situação que estamos enfrentando aqui, pois estamos tendo muito prejuízos e lamentavelmente por retaliação e perseguição politica o município não tem dado assistência como deveria, e se continuar assim do jeito que está, teremos que demitir muitos funcionários ’’. Contou um empresário que preferiu o anonimato.

Outros questionamentos partem de ribeirinhos e proprietários de chácaras que estão às margens do Rio São Francisco, pois os prejuízos causados pela invasão das baronesas já somam e atingem também os piscicultores, pescadores e aqueles que dependem da pesca para sua sobrevivência.

No ano passado as plantas aquáticas invadiram o lago PA4 causando um enorme prejuízo e impacto ambiental no município.

Assim como o pato-mergulhador, que indicam aguas limpas e transparentes, sendo um bom indicador de poluição nos rios.

As baronesas também são indicadores de poluição, elas são plantas aquáticas que proliferam ao sinal da poluição proveniente do despejo de esgoto nos rios.
Mas não pense que ela é uma planta ruim que estraga o rio, pelo contrário, apesar delas aparecerem ao sinal de poluição, as baronesas são espécies de filtros que se alimentam dos dejetos. O problema é que, quando a baronesa morre, tudo o que a planta absorveu e que ainda não foi jogado fora do manancial vai ser devolvido para a água do rio. É preciso retirar as baronesas e dar outras providências no despejo do esgoto das cidades.


Informações de Tiago Santos
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